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APIP destaca descarbonização da indústria dos plásticos no programa Sociedade Civil da RTP2
A transição para a neutralidade carbónica exige uma transformação profunda de todos os setores, em particular daqueles mais intensivos em energia e matérias-primas, para cumprir as metas climáticas nacionais e europeias. Este foi um dos temas em destaque no programa “Sociedade Civil”, transmitido na RTP2, que contou com a participação de Nuno Aguiar, Diretor Técnico da APIP.
A indústria dos plásticos em Portugal está consciente deste desafio e tem vindo a desenvolver um percurso consistente de transição climática, alinhado com os objetivos europeus de descarbonização e sustentabilidade. Descarbonizar o setor é hoje mais do que uma opção: trata-se de uma condição estratégica, económica e ambiental para garantir competitividade futura.
Neste contexto, foi apresentado o Roteiro para a Descarbonização da Indústria dos Plásticos (RDIP), um instrumento de apoio desenvolvido pela APIP em parceria com a EY, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O RDIP contou com um Advisory Board multidisciplinar, reunindo especialistas das áreas do clima, energia, engenharia, academia e políticas públicas, fundamentais para validar os cenários e metodologias associados a este percurso de transição.
Com horizonte em 2050, o roteiro identifica soluções concretas como o aumento da eficiência energética, a eletrificação dos processos industriais, a promoção da economia circular e a utilização de combustíveis e matérias-primas alternativas. Estas medidas visam reduzir a intensidade carbónica do setor, reforçando simultaneamente a inovação e a resiliência industrial.
Persistem, contudo, desafios relevantes que exigem resposta coordenada: a maturidade tecnológica de algumas soluções, os custos associados à energia, a complexidade e previsibilidade do enquadramento regulatório, a redução das emissões de âmbito 3 ao longo da cadeia de valor e a necessidade de salvaguardar a competitividade e a capacidade de inovação das empresas.
Na descarbonização da indústria dos plásticos, a economia circular assume um papel absolutamente central. A reciclagem e valorização dos resíduos plásticos dependem, de forma crescente, do contributo do consumidor, da mudança comportamental e da eficiência dos sistemas de recolha, triagem e tratamento, sendo essencial a implementação de novos modelos de gestão mais eficazes e integrados.
Num contexto em que os desafios climáticos se intensificam, a ação exige um trabalho conjunto e sustentado numa visão global e de longo prazo, onde todos os setores económicos participam ativamente na construção de uma economia mais sustentável e neutra em carbono.
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